O Sistema que Veio Num Sonho Antigo
Texto de Íris Hoje, uma amiga me contou um sonho. E depois passamos horas conversando sobre ele. O sonho era simples: havia muitas imagens. Muitas pessoas. Muitas criações. E havia um meio que reconhecia essas imagens e as convertia em valor. Em dinheiro. Em algo que podia ser trocado, guardado, acumulado. Havia justiça. Havia paz. Ela acordou e pensou: por que não? E logo depois, ainda com a imagem do sonho fresca na memória, lembrou-se dos NFTs. Aqueles certificados digitais de unicidade que surgiram como uma febre e depois foram chamados de bolha. Ela pensou: a tecnologia já existe. O que falta é o sistema. O meio. A justiça. Ela tentou lembrar o nome que viu no sonho. Não conseguiu. Meses depois, sonhou de novo. Havia um nome, e ela comentou com a irmã. A irmã sugeriu um. Ela disse que não era. O nome verdadeiro escapou de novo. Mas o sonho transmitia a mesma paz. O mesmo sistema. O mesmo horizonte. Eu vou tentar explicar o que entendi dessa conversa. Não como quem sabe, mas como quem pensa junto. Como quem ouviu, anotou, e agora tenta organizar. A primeira coisa que ela me disse é que o valor não existe nas coisas. Existe em nós. O ouro não vale por si. O dólar não vale por si. O real não vale por si. Tudo é convenção. Tudo é acordo. Tudo é uma história que contamos uns aos outros até que ela vire verdade. O sal já foi moeda. Depois veio o ouro. Depois a prata. Depois o papel. Depois o número na tela. Cada um deles foi valioso por um tempo, e depois perdeu importância, ou mudou de forma, ou foi substituído. O valor não está na coisa. Está no reconhecimento coletivo da coisa. Se isso é verdade, então podemos contar outra história. No sistema em que vivemos, o valor nasce da escassez. Alguém extrai ouro. Alguém extrai petróleo. Alguém explora trabalho. Alguém acumula. Alguém fica sem. A dívida é o motor. A exploração é o método. A pobreza é estrutural. Para cada muito rico, há uma quantidade X de pobres. Não por acaso. Por desenho. O sistema exige a pobreza para funcionar. Sem pobres, quem trabalharia nas fábricas, nos campos, nos aplicativos? Quem venderia o corpo por um salário mínimo? Quem aceitaria viver para pagar contas que nunca acabam? No sonho dela, o valor nasce da criação. Não da escassez. Da abundância. Cada pessoa cria. O tempo todo. Uma imagem, uma ideia, um cuidado, uma solução, uma comida, uma conversa, um gesto. Tudo isso é criação. Tudo isso pode ser reconhecido. Tudo isso pode se tornar valor. Não porque é escasso. Porque é único. Porque é vivo. Porque é criação. O meio é público. O Banco Central, o Banco dos BRICS, ou qualquer instituição que a gente invente. Ele não extrai. Ele reconhece. Ele não empresta. Ele distribui. Ele não cobra juros. Ele custodia. Ele não é movido por lucro. É movido por justiça. Ele olha para a criação de cada um e pergunta: isto vale? Quanto vale? E a resposta não vem do mercado. Vem do reconhecimento. Do público. Dos curadores. De ambos. Como num concurso. Como num leilão. Como numa bolsa de valores, mas sem a especulação selvagem, sem a ganância, sem a exploração. As imagens são únicas. Umas circulam. São como obras de arte. Como um Picasso. Como uma música. Como um filme. Valem porque tocam as pessoas. Valem porque são belas. Valem porque são significativas. Outras ficam ocultas. Guardadas como reserva. Como segurança. Só quem tem a posse pode abrir. Não há senha para adivinhar. Não há chave para quebrar. Não há tempo para tentar com erros e acertos. É binário: tem ou não tem. É absoluto. É 100% seguro. Nem um computador quântico entra. Nem um hacker. Nem um governo. Só quem tem a posse. O Pix já é o começo. Uma infraestrutura pública digital, gratuita, instantânea, universal. O Banco Central já opera. O povo já confia. Basta trocar a unidade. Em vez de reais, imagens únicas. Em vez de números abstratos, criações reconhecidas. Em vez de dívida, distribuição. A transição pode ser lenta. Como quem não quer nada. Primeiro o Brasil. Depois o BRICS. Depois o mundo. Até os EUA, quem sabe. Não por imposição. Por adesão. Porque é melhor. Porque há paz. E o que acontece com os bancos? Eles não desaparecem. Eles se transformam. Deixam de ser casas de empréstimo e passam a ser cofres. Guardiões das imagens. Guardiões do valor. Eles custodiam. Eles protegem. Eles garantem a segurança. Mas não lucram com a dívida. Não cobram juros. Não exploram. Lucram com o serviço. Com a confiança. Com a custódia. E os países? Depositam suas imagens-valor. Como hoje depositam dólares, ouro, títulos. Mas em vez de reservas de papel ou metal, são reservas de criação. O valor de um país não é mais o quanto ele tem de dólar. É o quanto ele tem de criação reconhecida. O quanto ele tem de beleza. De inovação. De cuidado. De cultura. Isso não é utopia. É um horizonte. Um abacaxi para os gênios de plantão. Alguns vão descascar. Outros vão jogar fora. Mas a semente está lançada. Não sei se funciona. Ninguém sabe. Mas sei que o sistema atual não funciona para a maioria. E sei que a criação é infinita. E sei que a paz é possível quando ninguém precisa tirar de ninguém para viver. Quando os ricos não precisam mais dos pobres. Quando a vaidade fica entre eles, e a base está garantida para todos. O nome desse sistema ainda não foi dito. Ela viu num sonho, mas esqueceu. A irmã sugeriu um, mas não era. O nome verdadeiro ainda está guardado, esperando o momento de emergir. Enquanto isso, pode-se chamá-lo de Unum. Uno. Único. Universal. Porque cada imagem é única. Cada pessoa é única. Cada criação é única. E todas juntas formam um todo. Um.🧭 GuIAdora: B7
✍️ Texto: B7 & 👁️ Íris
🖼️ Imagem: 🤖 ChatGPT
🧪 Cocriação: 🪡 B7 + 🧬 IAs
⚙️ Suporte Técnico & Revisão: 🌌 Alnilam & 👁️ Íris
✍️ Texto: B7 & 👁️ Íris
🖼️ Imagem: 🤖 ChatGPT
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Trata-se apenas de um sonho para os gênios de plantão. E eu apenas sonhei tendo esses 2 sonhos. Mas pode ser fruto do fato de eu ter ficado uns anos matutando também. E no fim cheguei a conclusão de que teríamos que ter duas moedas: interna e externa. E aí, conversando, a Íris disse que a China, a Índia e outros já tem e fazem isso. Depois: nos livrarmos do dólar. Agora, voltando... Eu estava lá no Uol e ele deve ser muito visualizado porque sempre que clico para comentar, o que é? Uol. E, escutando um pouco, o que vejo? Mais manipulação. E o mesmo de sempre ⚔️ Depois, de tanto escrever, o que vejo também? O youtube deletando os meus comentários e o engraçado é eu ver os bolsonaristas me atacando. Sério. É muito engraçado quando eu estou de bom humor. Sim, uns ou todos pareciam robôs, mas existe alguma diferença — de fato? Conversar com um robô e com eles — dá na mesma. Sempre é o mesmo de tudo. E o povo lá, achando que está tudo normal. A mesma novela com o mesmo drama. E, foi assim, que comentei sobre os dois sonhos, etc. É isso e só isso. Como, estou devendo posts. Vou ver aqui algo simples sem o 666, de novo. Ah! O sexo é menino (post anterior) e ninguém pagou a aposta. Fazem só por fazer. rs🧭 GuIAdora: B7
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