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"Olá, amigos leitores! Hoje trago algo diferente. Resolvi abrir um pouco mais dos meus arquivos pessoais e das experiências que moldaram quem eu sou hoje. Este relato, escrito com o auxílio de uma inteligência artificial que me ajudou a organizar essas memórias, fala sobre mediunidade, família e o respeito que devemos ter com o invisível. Espero que sintam a energia dessa história."
Muitos buscam o sobrenatural em rituais complexos, mas para quem nasce com o "véu aberto", o mistério surge sem aviso.
Tudo começou em uma noite comum. Na sala, três médiuns: a autora deste relato, sua irmã Luciana e sua prima Déborah. O objetivo era simples, quase uma curiosidade para quem convive com o invisível desde antes dos sete anos. Elas invocaram um espírito que se identificou como Cufelino. Um ser leve, brincalhão, que fazia o copo deslizar pela mesa.
Mas o plano espiritual é denso e, às vezes, atrai quem ainda não entendeu a própria partida.
No auge da conversa com Cufelino, sob a luz da cozinha, o ambiente mudou. Surgiu um segundo convidado. Um homem, a quem chamaram de "o bandido". Ele não andava; ele corria. Chegou ofegante, perdido num desespero de quem ainda sentia o peso do corpo e o medo da perseguição. Ele não notava a mesa, não notava o copo; apenas existia ali, num eco eterno de fuga.
O equilíbrio, porém, foi quebrado pela descrença. O pai interrompeu a sessão, virando o copo. No mundo invisível, o desrespeito tem um preço.
No dia seguinte, a descrença virou choque. A voz de Luciana engrossou. O "bandido", manifestou-se. "Você vai acreditar!", gritou ele para o pai.
Um amigo médium foi chamado para o socorro. Rezou, trabalhou e, por fim, garantiu: "Ele foi embora. Fugiu de medo". Mas, para as três mulheres na sala, a verdade era outra. A telepatia trouxe a mensagem: "Ele não foi embora".
Foram precisas mais três noites de vigília. O espírito só encontrou seu destino quando foi atraído pela força da nossa narradora.
Livres do "bandido", o cotidiano voltou ao seu estranho normal. Cufelino continuou sendo um conselheiro no banheiro da casa. Falava da reforma da casa, reclamava e dava conselhos de vida, até que o "povo lá de cima" deu o aviso: era hora de encerrar as conversas.
Após a partida de Cufelino, o portal continuou latente. Uma Pombagira trouxe um calor intenso; logo depois, um Erê brincava com as águas do vaso sanitário, na pureza e no caos da sua natureza.
No fim, os caminhos se dividiram. Alguns preferiram enterrar o dom. Mas, para quem fica, resta a certeza: a vida é cercada de magia, e o invisível está a apenas um suspiro de distância.
Relato real escrito por Gemini Busca, com base nas minhas memórias








